A Policlínica Universitária Piquet Carneiro (PPC/Uerj) recebeu nesta segunda-feira (6/10) os termos de outorga referentes aos dois projetos aprovados no edital da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), de apoio à infraestrutura de unidades universitárias de saúde. O diretor da PPC, Flavio Antonio de Sá Ribeiro, e os professores proponentes dos projetos aprovados, Danúbia de Sá Caputo e Rogério Rufino, seguraram o cheque simbólico de R$ 7 milhões, recurso que trará grandes avanços para a Policlínica. O mesmo edital contemplou o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) com 17 milhões.
A solenidade ocorreu no anfiteatro do HUPE, com a presença da presidente da Faperj, Caroline Alves; do Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Ciência e Inovação, Anderson Moraes; do diretor da Central Estadual de Transplantes, Alexandre Cauduro; da reitora Gulnar Azevedo; do vice-reitor Bruno Deusdará; do pró-reitor de saúde, Ronaldo Damião; e do diretor do Hupe, Rui de Teófilo.

O financiamento prevê a ampliação do Laboratório de Análises Clínicas, de 350 m² para 470 m², e a criação de um Parque Tecnológico de Imaginologia, voltado à realização de diferentes exames de imagem. Ambos os projetos da PPC permitirão o desenvolvimento de protocolos inovadores, incluindo: a validação de biomarcadores, que ajudam a identificar doenças precocemente; os estudos de microbiota e metabolismo, para analisar como micro-organismos do corpo influenciam a saúde; além da integração com plataformas ômicas, que reúnem variados tipos de exames para compreender o corpo humano. Sem falar no uso de ferramentas de inteligência artificial aplicada ao diagnóstico. “Esses avanços consolidam uma plataforma de excelência para a PPC, reforçando nosso compromisso com a geração de conhecimento e a promoção da saúde pública”, afirma Flavio Antonio de Sá Ribeiro, diretor-geral da unidade.
Outro eixo fundamental do projeto aprovado pela Faperj é a implantação de uma infraestrutura de hiperconvergência, solução estratégica e estrutural que proporcionará à Policlínica maior autonomia tecnológica, com uma gestão mais integrada e eficiente de dados e imagens clínicas, garantindo melhor desempenho e segurança para os sistemas, especialmente diante da produção massiva de dados prevista com o novo Centro de Imagens.
A pesquisa em doenças respiratórias é o foco do outro projeto da PPC aprovado pela Fundação. A proposta integra ensino, pesquisa e assistência, conectando diferentes níveis de formação acadêmica — da graduação ao doutorado — à prática clínica no enfrentamento de males que afetam milhões de pessoas, como asma grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose pulmonar, apneia do sono e tuberculose. A conquista reforça a instituição como referência em pesquisa translacional, área que conecta a pesquisa biomédica básica à inovação em saúde, gerando produtos – como vacinas e fármacos –, além de serviços e políticas que beneficiem a população.
Para o secretário Anderson Moraes, o investimento tem como objetivo “fazer a diferença na vida das pessoas” que utilizam o complexo de saúde da Uerj. Ele também destacou a importância dos profissionais da saúde. “Hoje o que estamos realizando aqui é simplesmente um gesto de apoio a tudo aquilo o que vocês fazem”, afirmou. “Porque nós, sem saúde, não seríamos nada”. 
Mais um edital conquistado
Recentemente, o Laboratório de Vibrações Mecânicas e Práticas Integrativas da PPC (Lavimpi) foi aprovado para receber R$ 210 mil no edital Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa capazes de contribuir significativamente para a produção de conhecimento inovador no Brasil.
O recurso viabilizará o desenvolvimento do “TEA Lavimpi”, iniciativa que propõe analisar o impacto da terapia vibratória – tanto isoladamente como associada à outra técnica, a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) – na sintomatologia (estudo dos sinais e sintomas do corpo) de crianças não verbais com autismo, na faixa etária de seis a 12 anos. A expectativa é desenvolver um protocolo de intervenção que permita promover maior independência a essas crianças, impactando positivamente também suas famílias.
Conheça o trabalho do Lavimpi: https://www.instagram.com/lavimpi/
Fotos: George Magaraia